quarta-feira, 1 de junho de 2011

Como transformar uma prioridade em prioridade?

Vamos resumir alguns pontos já vistos de algum modo neste blog:
1.       O trânsito no Brasil é altamente incivilizado. Não são necessárias estatísticas internacionais para suportar essa afirmação. A situação que vivemos não condiz com nosso status de “oitava economia do mundo”. Se existisse um índice de incivilidade no trânsito, levantado por algum órgão internacional tenho absoluta certeza (e acho que você concorda) de que não sairíamos bem na foto. Não importa se em trigésimo, quinquagésimo ou centésimo lugar é certo que estamos mal, muito mal. A propósito, trânsito civilizado não é privilégio apenas de países ricos, demonstrarei esse fato em futuros artigos.      
2.       Também não é preciso recorrer a estatísticas oficiais para acreditar que essa incivilidade e suas piores consequências, elevadíssimo número de mortos e feridos, alto nível de estresse na população, além de pesados custos sociais não tem melhorado ao longo dos anos ou, ao menos, não tem melhorado como deveria. Neste momento, se alguém quiser estatísticas pode lembrar as notícias da mídia após qualquer feriado prolongado: tantos acidentes, tantos mortos, tantos feridos... Em feriados comparáveis os números variam de ano a ano aleatoriamente, um pouco para mais, um pouco para menos, de acordo principalmente com as condições climáticas, todavia sem jamais apontar nítida tendência de queda. Muito menos queda rápida. Nesse ponto, recomendo fortemente a leitura do livro O andar do bêbado, de Leonard Mlodinow. Quem ler, garanto, vai ficar surpreso e bem mais exigente no tocante às estatísticas, bem como entenderá melhor o profundo significado que a palavra “aleatório” pode ter.    
3.       Eu, tu, ele, nós, vós, eles, todos esperamos por melhorias, mas o ponto acima é prova eloqüente de que elas não vão acontecer enquanto, insanamente continuarmos agindo do mesmo modo todos os dias, como temos feito ao longo das décadas.  
O “continuarmos” acima se refere especificamente a quem, cara pálida?
Pare. Respire. Leia novamente a frase acima. Reflita. Ela resume o propósito principal deste blog.
É isso mesmo. Quem? À sociedade como um todo? Aos motoristas? Aos motoqueiros? Antes de definir quem não tem sentido especificar como.  
Começarei a por o dedo na ferida a partir do próximo artigo. Há um alvo. É o quem. 

Escrito por Paulo R. Lozano às 21:00 do dia 01/06/2011

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